Mesmo com o acionamento de uma regra criada para conter despesas, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva prevê uma margem de R$ 8 bilhões nos gastos com servidores em 2027.
A equipe econômica projetou despesas de R$ 361,5 bilhões com pessoal do Poder Executivo. O limite permitido pelo arcabouço fiscal, porém, chega a R$ 369,5 bilhões. Os valores não incluem gastos decorrentes de sentenças judiciais.
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A diferença deixa espaço para o governo ampliar as despesas com servidores, desde que retire recursos destinados a outras áreas, como custeio e investimentos.
Até agora, o Orçamento reserva R$ 9,1 bilhões para reajustes de servidores civis e militares. Há ainda R$ 1,3 bilhão para concursos e novas contratações no Poder Executivo e R$ 1,2 bilhão para instituições federais de ensino.
Déficit acionou regra para limitar gastos
O gatilho para limitar o crescimento das despesas com pessoal foi criado no fim de 2024 como parte do pacote fiscal apresentado pelo então ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
A regra passou a valer para 2027 porque o governo central registrou déficit de R$ 61,7 bilhões em 2025. O mecanismo determina que, no ano seguinte à constatação de resultado negativo, os gastos com a folha cresçam apenas dentro do limite estabelecido pela regra.
