A visão de mundo de um iraniano, ainda que refugiado da ditadura local, e de uma família judaica ortodoxa, em Antuérpia, é um dos alicerces da peça Mazal Tov - Quando a Vida Sorri. O espetáculo está em cartaz até o dia 30 de setembro, no Teatro Moise Safra, na Barra Funda, em São Paulo. Tem como base o livro Mazal Tov - Minha Surpreendente Amizade com uma Família de Judeus Ortodoxos, da autora belga J. S. Margot. A direção é de Dan Rosseto, que assina a adaptação junto com Fernando Dourado Filho.
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O encontro das diferenças tem como pivô a própria Margot (Dinah Feldman), uma estudante de línguas latinas. Em busca de recursos para arcar com os estudos e garantir seu sustento no dia a dia da cidade belga, ela é contratada para auxiliar nas tarefas estudantis dos filhos dos Schneider, uma família judia ortodoxa. O estranhamento mútuo vai sendo superado com a convivência.
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Ela apresenta a eles o seu namorado Nima (João Baldasserini), com quem também tem diferenças. Nima critica a maneira com que o mundo estereotipa o Irã e a população muçulmana em geral. Mesmo contrariado, aceita o encontro, realizado durante uma cerimônia de Shabat, que inicia o dia de descanso semanal no judaísmo.
A família Schneider, então, se vê diante do desafio de permitir que um universo estranho ganhe espaço em meio ao ritual religioso.
