Os argentinos têm apoiado amplamente a forte oposição do presidente Javier Milei à exploração de petróleo nas proximidades das Ilhas Malvinas, ressaltando a relevância da reivindicação de soberania da Argentina sobre o arquipélago controlado pelos britânicos.
Em um discurso televisionado na quinta-feira (3), Milei afirmou que apresentaria um projeto de lei ao Congresso para endurecer as sanções contra empresas que realizam perfurações e participam de “outras atividades nas ilhas que afetam nossos recursos naturais”.
Anteriormente, Milei defendia a diplomacia em vez do confronto em relação às Malvinas. A Argentina reivindica soberania sobre as Ilhas Malvinas há quase dois séculos e perdeu uma guerra contra o Reino Unido por causa delas, em 1982. O Reino Unido afirmou na sexta-feira (4) que sua posição era “inabalável”.
Como a Argentina não administra as ilhas, não pode impedir diretamente a perfuração no local.
Em Buenos Aires, Mariana Hamicha, uma contadora de 49 anos, disse que a postura mais firme de Milei sinalizava que a Argentina estava defendendo seus interesses.
“Acho que assumir uma postura firme, especialmente no que diz respeito à exploração por empresas estrangeiras e à extração de petróleo, pode ser uma forma de traçar um limite”, disse Hamicha.
