O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que não assinou o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, apesar de considerar “gravíssimas” as denúncias envolvendo o magistrado e Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Segundo Marinho, a decisão foi tomada para evitar que sua participação pudesse ser usada futuramente como argumento para questionar a validade do processo.
Marinho afirmou que o Brasil atravessa um período de “insegurança jurídica, abuso de poder e hipertrofia do Judiciário sobre os demais Poderes”. Para o senador, caso o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), aceite o pedido de impeachment, os senadores passarão à condição de julgadores. Nesse cenário, segundo ele, qualquer eventual irregularidade poderia ser utilizada como “subterfúgio” para tentar anular o procedimento.
Apesar de não ter assinado o pedido, Marinho disse que já tomou outras medidas contra Moraes. Segundo o senador, ele apresentou uma notícia-crime à Procuradoria Geral da República pedindo o afastamento e a prisão do ministro. Também afirmou ter solicitado o afastamento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal.
Leia a nota do senador Rogério Marinho na íntegra:
“Posicionamento do senador Rogério Marinho
O Brasil não vive um momento de normalidade democrática.
