O Rio Grande do Sul perdeu 65% dos produtores de leite na última década. O número caiu de 84 mil para 28 mil, segundo levantamento da Emater/RS. O cenário preocupa o setor, especialmente diante da vulnerabilidade das pequenas propriedades e da dificuldade de sucessão familiar.
Na outra ponta, quem permanece na atividade precisa investir para ganhar eficiência e encontrar diferenciais. Na Expointer, as vacas leiteiras mostram o potencial da genética utilizada pelos produtores para melhorar os resultados.
É o caso de Anderson Sipp, produtor de leite que aposta nas holandesas vermelhas. Mais rústicas e menos suscetíveis ao estresse térmico, elas podem apresentar melhor desempenho.
“A gente tenta escolher o que a gente acha de melhor, para fazer um comparativo para ver se a gente está no caminho certo, do melhoramento. Então, aqui é o melhor lugar para isso”, afirma Sipp.
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Menos produtores, mesma produção
Nos últimos anos, a atividade leiteira tem enfrentado desafios no Rio Grande do Sul. Perdas provocadas pelo clima extremo, preços baixos pagos pelo litro de leite e dificuldade de sucessão familiar estão entre os fatores que barram a expansão do setor.
Mesmo com a redução no número de produtores, porém, a produção gaúcha permanece na casa dos 4 bilhões de litros por ano. O cenário indica um aumento da eficiência da atividade.
