A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (2), a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê o fim da jornada de trabalho 6×1. A medida segue gerando preocupações no setor empresarial quanto aos seus impactos econômicos e sociais.
Em entrevista ao CNN Money, Karina Negreli, assessora jurídica da FecomercioSP, alertou que os efeitos da mudança vão além do ambiente corporativo. “Esse suposto benefício não é um benefício sem custo”, afirmou.
Segundo ela, caso as empresas repassem o aumento de despesas aos preços, o trabalhador também será afetado, vendo sua vida cotidiana ficar mais cara e, eventualmente, precisando buscar atividades complementares para compor a renda.
Serviços públicos
Um dos pontos mais destacados por Karina Negreli foi o possível encarecimento dos serviços públicos.
Segundo ela, contratos terceirizados de serviços como varrição de ruas, limpeza urbana e até atendimentos de saúde tendem a ser impactados pelo aumento do custo da mão de obra.
“Quem paga contrato de serviço público é o contribuinte”, afirmou. “A máquina fica cara e isso normalmente se reverte para o contribuinte.”
Negreli também defendeu que a negociação coletiva entre sindicatos empresariais e laborais seria o caminho mais adequado para regular as diferentes realidades setoriais, em vez de uma fixação rígida na Constituição.
