A Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução que recomenda o uso de mapas-múndi capazes de representar com maior fidelidade a proporção entre os continentes. A decisão, tomada nesta sexta-feira, 4, busca a substituição da tradicional projeção de Mercator por modelos de áreas equivalentes, entre eles o Equal Earth.
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A proposta foi aprovada por 164 países. Seis delegações se abstiveram, Estônia, Geórgia, Lituânia, Moldova, Sérvia e Ucrânia, e outras 22 não participaram da votação. Os Estados Unidos foram a única delegação a votar contra.
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A iniciativa ganhou força a partir de uma campanha conduzida pelo Togo e apoiada pela União Africana. O argumento central dos defensores da mudança é que a forma como o planeta costuma ser exibido nos mapas altera a percepção sobre as dimensões reais de seus territórios, sobretudo no caso da África.
Na projeção de Mercator, regiões situadas em latitudes elevadas são visualmente ampliadas. Por isso, a Groenlândia pode parecer próxima da África em tamanho quando observada em um mapa convencional.
A diferença real é muito maior: o território africano tem cerca de 30,3 milhões de quilômetros quadrados, contra aproximadamente 2,16 milhões de quilômetros quadrados da Groenlândia. A África é, portanto, cerca de 14 vezes maior.
