Foram necessárias algumas décadas para que os cartões paulatinamente derrubassem a hegemonia do papel-moeda na carteira do consumidor. Nesse processo, as bandeiras se firmaram como uma espécie de “ponte” segura conveniente entre o comprador, o banco e o comerciante.
Na próxima Era dos pagamentos digitais, porém, um quarto elo entrará na jogada e promete revolucionar o modelo de negócios do setor: os agentes de inteligência artificial (IA).
Na corrida pela vanguarda do comércio agêntico, as operadoras de cartão querem ser mais que apenas “plásticos no bolso” e trabalham para se firmar como a camada invisível onde as “máquinas” vão efetuar transações. No futuro, um assistente de IA vai comparar preços, escolher a melhor opção e concluir a compra de forma completamente autônoma.
Nos últimos meses, Mastercard, Visa e Elo avançaram nos primeiros passos concretos na disputa para intermediar a nova cadeia. No entanto, executivos da indústria consultados pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) admitem incerteza sobre o cronograma para retirar o modelo agêntico da fase experimental e torná-lo tão trivial e difundido quanto fazer um Pix.
“Acredito que a autonomia total - do tipo em que você só percebe a compra quando o produto chega à sua casa - ainda vai levar um tempo.
