Cientistas da Universidade de Toronto, no Canadá, encontraram uma pista importante para uma das perguntas mais antigas da humanidade. O verdadeiro motor da felicidade não é a conta bancária recheada nem a busca por prazeres momentâneos. A satisfação com a vida parece estar fortemente ligada à autonomia.
A conclusão é dos pesquisadores Jason W. Payne e Ulrich Schimmack, que investigaram o que contribui para uma vida satisfatória ao analisar sentimentos, necessidades psicológicas e avaliações pessoais de mais de 1.200 participantes.
O dilema secular do prazer
A busca por uma existência com significado intriga pensadores há pelo menos 2.300 anos, desde quando Epicuro refletiu sobre o tema e colocou a amizade entre os componentes de uma boa vida. Hoje, a ciência aborda a questão por dois caminhos: a visão hedônica, focada no prazer e na fuga do desconforto, e a eudaimônica, que considera importantes experiências que podem ter valor mesmo sem provocar felicidade imediata.
Cuidar de um parente doente é um exemplo. A situação pode ser cansativa e estressante, mas isso não significa que ela não tenha valor para quem a vivencia.
Relações, capacidade e o peso de decidir
Para entender essa dinâmica, os psicólogos entrevistaram mais de 1.200 adultos entre 18 e 80 anos no Canadá e no Reino Unido. A pesquisa avaliou três necessidades psicológicas: conexões significativas, sentimento de competência e autonomia para tomar as próprias decisões.
