Jardins zen, paisagens urbanas futuristas e uma cena gastronômica vibrante, combinados com uma taxa de câmbio favorável em relação ao iene, transformaram o Japão em um ímã turístico que tem atraído um número recorde de visitantes nos últimos anos.
O número de pessoas que se estabelecem para estadias de longa duração, incluindo para trabalho e estudo, também atingiu um recorde histórico no ano passado, provavelmente devido à segurança confiável e à infraestrutura conveniente que a quarta maior economia do mundo oferece.
No entanto, recentemente, uma série de políticas de imigração mais rígidas impostas pelo governo fez com que aqueles que passaram a chamar o Japão de sua segunda casa se perguntassem: será hora de dizer “sayonara” (adeus, em japonês)?
O Japão tem um longo histórico de políticas de imigração rigorosas e uma população homogênea. Contudo, confrontado por uma crise demográfica crescente, o país abriu-se gradualmente para trabalhadores estrangeiros e buscou atrair mais turistas internacionais.
Mas tais esforços não foram totalmente bem-sucedidos.
O excesso de turismo e relatos, alguns verdadeiros, outros equivocados, de residentes estrangeiros desrespeitando as regras locais alimentaram recentemente a ascensão de uma política de “Japão em primeiro lugar” e remodelaram a trajetória do que estava se tornando uma sociedade mais aberta, diversa e acolhedora.
