Já se passaram oito meses desde que os Estados Unidos capturaram o presidente Nicolás Maduro em uma operação militar em Caracas. A partir de então, Venezuela e EUA se aproximaram como nunca antes, tanto política quanto economicamente.
Nesse contexto, figuras da oposição que estavam no exílio, algumas delas há anos fora da Venezuela ou enfrentando processos criminais, começaram a retornar ao país.
O caso mais recente é o de Omar González, dirigente nacional do Vente Venezuela e político do círculo próximo da líder María Corina Machado.
Depois de passar quase três anos sem pisar em território venezuelano, González retornou ao país na semana passada e afirmou que seu retorno era a “antessala” da chegada de Machado, que manifestou reiteradamente sua intenção de voltar à Venezuela desde sua arriscada saída, em dezembro de 2025, para receber o Prêmio Nobel da Paz em Oslo, na Noruega.
O governo dos Estados Unidos acompanhou de perto a causa da oposição venezuelana e chegou a ter conhecimento da operação que retirou Machado da Venezuela. Ao mesmo tempo, o governo Trump apoiou o governo interino de Delcy Rodríguez, que tomou posse como presidente interina da Venezuela após a queda de Maduro.
Em uma entrevista publicada na terça-feira (2), o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Machado “tem todo o direito de entrar em seu país quando quiser retornar”, mas indicou que recebeu orientações para que “sua segurança seja garantida”.
