O relatório de inteligência da Polícia Federal divulgado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes expõe uma divisão interna envolvendo as investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Lula, faz críticas sobre a produção de relatórios sobre Lulinha e sugere acionar a Corregedoria para apurar a conduta de investigadores ao batizar uma operação com o nome de Elli, em referência à letra L de Lula.
O próprio documento se descreve como “sem valor probatório” e diz que não pode ser utilizado para imputar acusações de infrações. Em vários trechos, diz que as informações registradas são de confiabilidade “baixa ou moderada” por depender apenas de relatos verbais.
O relatório, que foi produzido por uma unidade de inteligência ligada à Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores (Cinq) e inicialmente enviado apenas ao diretor-geral Andrei Rodrigues, classifica como “frágeis” os elementos de prova que citaram Lulinha na investigação sobre desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O documento indica que a nova equipe da PF que assumiu a Operação Sem Desconto a partir de maio, em meio a uma troca que gerou suspeitas de interferência no caso, passou a fazer uma espécie de pente-fino no trabalho realizado e apontou ressalvas na investigação sobre o filho do presidente.
