Em 2011, John Galliano vivia o auge da carreira. Seu nome estava consagrado entre as maiores estrelas da moda internacional, e ele havia se tornado uma referência mundial como diretor criativo da Christian Dior. Mas a queda foi veloz após a divulgação de vídeos que mostravam o estilista proferindo ataques racistas e antissemitas contra dois clientes do café La Perle, em Paris. A um homem asiático, ameaçou de morte; ao segundo, judeu, afirmou: “Você deveria estar morto”. Em outro vídeo, divulgado na mesma época, ele afirmava: “Amo Hitler”.
Galliano foi julgado e condenado por um tribunal francês por insultos públicos de caráter racista e antissemita. O incidente levou à demissão do estilista da Christian Dior. Sua carreira foi bruscamente interrompida; três anos depois, ele retornaria ao mundo da moda, com uma postura bem mais discreta, como diretor criativo da Maison Margiela.
Ele teria permanecido longe de polêmicas caso Anna Wintour, sua maior apoiadora no mundo da moda e editora-chefe da mítica revista Vogue, e a força-motriz da cultura fashion norte-americana, não decidisse o contrário. No fim de julho, em um anúncio que imediatamente levantou uma onda de protestos, ela apontou Galliano como personagem central da exposição do Costume Institute do Metropolitan Museum de Nova York, mais conhecido como Met Museum, e da famosa noite de gala que dá início à temporada de exposições a cada ano.
