No Dia da Amazônia, comemorado neste sábado (5), especialistas defenderam maior investimento na restauração de terras degradadas em territórios indígenas da Amazônia, com participação direta das comunidades na definição de prioridades. Dados do TerraClass de 2022 indicam potencial de recuperação de 1,79 milhão de hectares nessas áreas, entre áreas degradadas e vegetação secundária.
Segundo os dados apresentados, as terras indígenas da Amazônia concentram 952,3 mil hectares de áreas degradadas, com predominância de pastagens. Outros 24,4 mil hectares estão destinados à agricultura e 18,9 mil hectares à mineração. Também foram identificados 840,5 mil hectares de vegetação secundária, que, somados às áreas degradadas, formam o potencial estimado de restauração.
O tema ganha peso no momento em que o Brasil ampliou suas metas de recuperação de áreas degradadas. Durante a 17ª Conferência das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17), em Ulaanbaatar, na Mongólia, o país apresentou o compromisso de restaurar mais de 163 mil quilômetros quadrados até 2030. Parte desse esforço deverá alcançar territórios indígenas.
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