Aberto há 7 anos para investigar ataques, ameaças e notícias falsas contra o Supremo Tribunal Federal (STF), o chamado inquérito das fake news acumulou, ao longo dos anos, decisões que ampliaram o alcance da investigação e geraram controvérsias dentro e fora da Corte.
Relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, o processo voltou ao centro do debate nesta semana, em meio à crise interna no STF e à discussão sobre o encerramento do inquérito.
Fachin defende fim do inquérito das fake news no STF
Em abril de 2019, Moraes determinou a retirada do ar da reportagem "O amigo do amigo do meu pai", publicada pela revista Crusoé e reproduzida pelo site O Antagonista. A decisão gerou forte reação de entidades de imprensa e juristas, que a classificaram como censura prévia.
Dias depois, a decisão foi revogada. Até hoje, esse episódio é frequentemente citado como um dos momentos mais controversos do inquérito.
A investigação também foi usada para bloquear contas de influenciadores em redes sociais e determinar buscas, apreensões e e quebras de sigilo.
O inquérito levou ao bloqueio de contas em redes sociais, buscas e apreensões e quebras de sigilo de diversos influenciadores e ativistas políticos.
Entre os casos mais conhecidos estiveram investigações contra Allan dos Santos, Oswaldo Eustáquio e outros influenciadores ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Inquérito das fake news: relembre decisões que marcaram a investigação sob relatoria de Moraes no STF
