Durante anos, o mercado de veículos elétricos inteligentes da China avançou em meio a inovações em inteligência artificial e uma forte disputa de marketing entre as montadoras.
Para competir com a repercussão criada pela Tesla com seu sistema de direção automatizada de ponta a ponta, fabricantes chineses criaram expressões como “Nível 2++” e “Navigate on Autopilot”. A promessa era de tecnologias capazes de conduzir veículos pelas ruas das cidades com pouca intervenção humana.
Para muitos consumidores, porém, a diferença entre um carro que auxilia o motorista e outro que efetivamente dirige sozinho ficou pouco clara. Em alguns casos, essa confusão teve consequências fatais.
O governo chinês decidiu estabelecer limites mais claros. Em meados de 2026, reguladores apresentaram 2 normas obrigatórias de segurança para sistemas de assistência ao motorista e de direção autônoma. As regras entrarão em vigor em 2027 e estabelecem uma separação legal entre as duas tecnologias.
Com protocolos mais rígidos de testes e regras de responsabilidade, Pequim pretende reduzir riscos de segurança e evitar que consumidores sejam induzidos a acreditar que sistemas de assistência oferecem autonomia completa.
Para as montadoras, o cumprimento das exigências também representa um novo patamar de custos. A adaptação pode exigir investimentos de bilhões de yuans e tende a ampliar a distância entre grandes empresas de tecnologia e fabricantes com menos recursos.
