Sabemos que a área de TI (tecnologia da informação) cresce cada vez mais no Brasil. Vagas para profissionais em programação crescem, mas a demanda do mercado não vem sendo atendida pela formação desse tipo de colaborador.
Segundo o Panorama de Talentos em Tecnologia, estudo do Google for Startups com a Abstartups e a Box 1824, o Brasil projetava, entre 2021 e 2025, formar cerca de 53 mil profissionais de TI por ano diante de uma demanda de 800 mil novos talentos no período, um déficit estimado em 530 mil vagas não preenchidas.
Algumas iniciativas têm sido promovidas nesse sentido. Um exemplo são cursos profissionalizantes gratuitos. O Instituto Proa, por exemplo, oferece o ProProfissão, uma formação semipresencial de programação e tecnologia com 150 vagas para jovens de 17 a 22 anos de escolas públicas da Grande São Paulo.
Com apoio técnico do Senac, o trabalho não se limita a formar. Segundo a ONG, os alunos passam a ser conectados a mais de seis mil empresas parceiras, entre elas Itaú, Oracle e Grupo Casas Bahia, com suporte à trajetória profissional por até três anos. Nas turmas de 2025, 87% dos formados conquistaram uma oportunidade de trabalho em até seis meses.
Mas por que esse déficit não diminui mesmo com o crescimento de cursos e capacitações? Para Alini Dal’Magro, CEO e presidente do Instituto Proa, parte da resposta está no desenho dos próprios programas.
