Sergio Denicoli, CEO da AP Exata e cientista de dados, afirmou, ao WW, que o Brasil está se transformando em uma verdadeira “República do crime”.
Para ele, o fenômeno é sustentado pela leniência de instituições que deveriam fiscalizar figuras com mandatos vitalícios, mas que estão emaranhadas em escândalos que podem ser usados como instrumento de contra-ataque diante de eventuais denúncias.
O contexto da declaração envolve as tensões recentes no STF (Supremo Tribunal Federal), especialmente após a indisposição entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no âmbito do caso Master.
Segundo Denicoli, a situação expõe um padrão preocupante de compadrio entre figuras poderosas das instituições brasileiras.
Ciclo de ameaças e compadrio
O especialista destacou que o problema central reside no fato de que diversas figuras influentes “se penduram umas nas outras”, pois todas têm, de alguma forma, envolvimento em situações comprometedoras.
“As pessoas se penduram umas nas outras, porque todas ali têm rabo preso de determinada forma, e é um tipo de ameaça e de compadrio ali, que é terrível para o Brasil”, afirmou Denicoli. Para ele, esse mecanismo cria um ciclo vicioso que impede a responsabilização efetiva.
Denicoli também questionou a omissão do Congresso diante de fatos que, segundo ele, estariam mais do que comprovados.
