O Brasil teve mais conflitos agrários no 1º semestre de 2026, mas o número de pessoas assassinadas no campo diminuiu em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados em 2 de setembro pela Comissão Pastoral da Terra, que indica o aumento da mercantilização e da financeirização da terra no país.
Nos primeiros 6 meses deste ano, a comissão contabilizou 6 assassinatos no campo, enquanto, de janeiro a junho de 2025, foram 27. O número de conflitos, por outro lado, subiu de 798 para 841.
O Maranhão se manteve como o Estado que mais registrou conflitos no campo nos 6 primeiros meses de 2026, com 156 casos. Na sequência, estão Pará (90), Bahia (85), Rondônia (63) e Amazonas (63).
Os dados relativos ao 1º semestre de 2026 servirão para avaliação das tendências dos conflitos no campo neste ano e vão contribuir para o relatório anual “Conflitos no Campo Brasil”, que será lançado em 2027.
Os levantamentos são realizados com base nas fontes coletadas pelos agentes da CPT em todo o Brasil, além de notícias veiculadas pela imprensa, divulgações de órgãos públicos, movimentos sociais e organizações parceiras da CPT ao longo do ano.
“O campo brasileiro está distante do que chamamos de um lugar de paz, onde as pessoas não precisam sempre resistir para a permanência na terra”, afirmou a coordenadora nacional da CPT, Cecília Gomes.
