Quinze pessoas foram presas no Ceará sob suspeita de participação em ações de facções criminosas para interferir na campanha eleitoral de 2026. As investigações abrangem ameaças contra candidatos, restrições a atividades políticas e cobranças para autorizar a entrada de campanhas em territórios controlados por criminosos.
A prisão mais recente ocorreu em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza. Uma mulher de 25 anos foi detida em flagrante por suspeita de integrar uma organização criminosa e colaborar com ameaças relacionadas à campanha em Capistrano, no Maciço de Baturité.
A identidade da mulher não foi divulgada. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), a investigada obtinha informações sobre as vítimas e as repassava a integrantes do grupo que estavam escondidos no Rio de Janeiro.
Os casos não estão concentrados em um único município. As autoridades registraram prisões ou abriram investigações em Fortaleza, Sobral, Forquilha, Itapajé, Maranguape e Capistrano. Denúncias recebidas pela Justiça Eleitoral também incluem Morada Nova, Canindé, Tejuçuoca e Iguatu.
Facção teria cobrado até R$ 300 mil
Em Forquilha, no interior cearense, as investigações mostram que integrantes do Comando Vermelho teriam cobrado dinheiro de políticos para permitir atividades eleitorais no município.
Dois homens foram presos em 20 de agosto por suspeita de ameaça e extorsão.
