O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, transformou sua política de combate ao crime em uma referência para parte da direita brasileira. O chamado "modelo Bukele" combina encarceramento em massa, ampliação da estrutura prisional, endurecimento contra organizações criminosas e uso de um regime de exceção. A estratégia reduziu drasticamente os homicídios no país e passou a influenciar propostas de candidatos brasileiros para o Executivo.
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O exemplo ganhou força na campanha de 2026. Entre os presidenciáveis, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é um dos que mais explicitamente defendem a adoção de medidas inspiradas em El Salvador. Em 30 de agosto, o parlamentar se reuniu em São Paulo com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública de Bukele. Depois do encontro, afirmou que a experiência salvadorenha o inspira na elaboração de um plano para o Brasil.
Flávio defende a criação de 500 mil novas vagas no sistema prisional em quatro anos. O custo estimado fica entre R$ 35 bilhões e R$ 40 bilhões. O candidato também propõe um Ministério da Segurança Pública e o uso de tecnologia para impedir que presos mantenham contato com integrantes de facções.
Renan Santos quer importar a estratégia
Candidato do Missão à Presidência, Renan Santos também apresenta Bukele como referência para sua política de segurança.
