A semana deveria terminar com boas notícias para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Congresso avançaria em pautas de interesse do governo, como o fim da taxa das blusinhas e a PEC da Segurança Pública. A proposta para acabar com a escala 6 X 1 também seria levada adiante. O petista chegou a comemorar sua aprovação antes da hora, em evento em Belo Horizonte (MG).
Para completar, o governo anunciaria a redução da fila do INSS -o que de fato fez. Teve até na agenda encontro com pesos pesados do PIB. Deveria ser o começo da desejada agenda positiva depois de semanas de notícias ruins envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o seu ex-chefe de gabinete, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, que recebeu dinheiro da empresária e lobista Roberta Luchsinger.
Mas o imponderável mudou o roteiro. A agenda positiva foi novamente adiada. Lula sequer foi o protagonista dos últimos dias. A crise no Supremo Tribunal Federal, sim.
As revelações sobre a proximidade do ministro Alexandre de Moraes com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso sob suspeita de crimes financeiros, produziram uma crise institucional que atingiu o STF e, por extensão, Lula.
Não surgiu até agora nenhuma revelação que envolva diretamente o presidente. O problema é político.
Lula construiu parte da narrativa deste mandato a partir do 8 de Janeiro e em associação com o Supremo.
