Desde o 1º dia de setembro, o Supremo Tribunal Federal mergulha em uma crise institucional protagonizada pelos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, tendo como pano de fundo o caso Master e revelações da Polícia Federal sobre o envolvimento de autoridades com o esquema de favores comandado por Daniel Vorcaro, ex-dono do banco.
Instaurado o embate, cabe ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, controlar a cena. O próximo capítulo do conflito é o cumprimento do prazo de 5 dias úteis determinado por Fachin para manifestação formal de Mendonça e Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Depois do pedido feito por Moraes contra André Mendonça, Fachin retirou a petição do inquérito das fake news. Na decisão, o presidente da Corte determinou que o caso seja incluído no mesmo procedimento aberto sobre o relatório da PF que mostra a relação de Moraes com Vorcaro. Leia a íntegra (PDF - 107 kB).
Existem 2 despachos de Fachin. No dia 3 de setembro, a partir da petição de Mendonça sobre as mensagens extraídas do celular de Vorcaro, o presidente do STF intimou o quarteto Moraes, Mendonça, Gonet e Andrei para prestarem as informações. Nesse caso, é provável que haja uma apreciação colegiada no Supremo.
