Alguma vez você já deve ter olhado para seu irmão e pensado: “Como ele pode ser tão diferente de mim?” Em celebração ao Dia do Irmão, comemorado neste sábado (5), a pergunta se torna ainda mais interessante.
A explicação para as diferenças vai além da convivência diária. Na verdade, uma parte essencial da trajetória histórica de uma família está gravada de forma invisível no DNA.
A revelação da escrita genética frequentemente traz surpesas, especialmente quando irmãos biológicos realizam testes de ancestralidade e se deparam com resultados consideravelmente distintos.
Mesmo compartilhando os pais, um irmão pode apresentar uma proporção maior de determinada ancestralidade do que o outro. Em um país marcadado pela miscigenação como o Brasil, a diversidade biológica ganha contornos ainda mais complexos.
“Loteria genética”
A explicação para a diferença entre os irmãos está diretamente no mecanismo de transmissão do material genético. Cada indivíduo herda cerca de 50% do DNA da mãe e os outros 50% do pai, mas os fragmentos transmitidos não são os mesmos para todos os filhos.
Durante a formação dos óvulos e espermatozoides, ocorre um processo de reorganização no qual segmentos dos cromossomos são rearranjados.
