Sérgio Lima, marqueteiro da campanha de Augusto Cury (Avante) à Presidência, classificou como “teoria da conspiração” as argumentações de que o crescimento do escritor se deve ao uso de robôs. Segundo ele, Cury fala “o que o eleitor quer ouvir”.
As declarações foram feitas em entrevista a Thiago Prado, do jornal O Globo, publicada neste sábado (5.set.2026). “Para começar, ele já era um produto conhecido, as pessoas só não sabiam que agora é candidato. Todo mundo sabe o nome dele, mas não o associavam aos livros, até porque o Cury nunca botou foto dele nas páginas”, disse o marqueteiro.
A candidatura de Cury avançou nas pesquisas eleitorais nas últimas semanas. Levantamento PoderData/Aya divulgado na 5ª feira (3.set) mostra o candidato com 10% das intenções de voto no 1º turno, alta de 6 pontos percentuais em uma semana.
Cury tinha 4% na rodada anterior e alcançou a maior pontuação registrada por um candidato em 3º lugar no PoderData/Aya desde maio.
Lima mencionou a repercussão do 1º debate com os candidatos a presidente das eleições de 2026, realizado em 23 de agosto pela Band sem a presença de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL), como algo que ajudou Cury com o eleitorado.
“Cury se revoltou com a ausência do Lula. Ameaçou não entrar no debate e vocês da imprensa compraram aquela história”, declarou. “[Cury] foi bem no embate com os outros. Ele estava tranquilo”, afirmou.
