Por Amy Bennett
Erguendo-se mais de 70 metros acima da copa da floresta tropical, uma árvore gigantesca, semelhante a um arranha-céu, pode parecer quase invencível. Algumas delas sobreviveram a séculos de tempestades, secas e competição.
As grandes árvores enfrentam um desafio de engenharia formidável: subir com a água por dezenas de metros do solo até as folhas, bem acima do chão da floresta. Um desafio que se intensifica durante a seca.
Mas será que as árvores gigantes são excepcionalmente vulneráveis às secas ou elas poderiam ajudar as florestas a permanecerem resilientes à medida que as temperaturas globais aumentam?
Pesquisas nessa área realizadas na última década mostram que não há uma única maneira pela qual as florestas tropicais respondem às secas. Em algumas florestas, as árvores grandes morrem de forma desproporcional; em outras, elas parecem surpreendentemente resilientes.
Em 2015, meus colegas e eu analisamos como as secas afetavam as florestas ao redor do mundo. Descobrimos que, durante uma seca, as árvores maiores tinham mais chances de morrer ou de ter seu crescimento atrofiado do que as árvores menores.
Isso nos pareceu lógico. Árvores maiores precisam transportar água por distâncias verticais maiores. Elas ficam mais expostas à luz solar e às exigências atmosféricas. Suas copas ficam acima do dossel, onde as temperaturas são mais altas e as condições são mais adversas.
A teoria hidráulica apontava na mesma direção.
