Símbolo do Rio Grande do Sul e matéria-prima do tradicional chimarrão, a erva-mate ganhou espaço próprio na Expointer, em Esteio (RS), com uma estratégia que vai além da tradição: elevar o valor do produto por meio de certificação, rastreabilidade e reconhecimento da origem.
Representantes dos cinco principais polos ervateiros gaúchos participam da 49ª edição da feira, que termina neste domingo (6).
A iniciativa ocorre em um estado que tem peso relevante na produção e, principalmente, no comércio externo do produto. Dados oficiais da Secretaria da Agricultura mostram que o Rio Grande do Sul colhe erva-mate em cerca de 29 mil hectares, com produção de aproximadamente 275 mil toneladas.
Em 2024, o Estado exportou mate para 33 países e movimentou US$ 79,9 milhões, ocupando a posição de maior exportador brasileiro do produto.
Na Expointer, a cadeia está representada pelos polos do Alto Taquari, Alto Uruguai, Missões, Nordeste Gaúcho e Região dos Vales.
O Alto Taquari, sozinho, concentra cerca de 60% da produção estadual e reúne produtores e dezenas de empresas ligadas à atividade.
Certificação para agregar valor
Um dos focos apresentados durante a feira é a certificação da erva-mate desenvolvida no trabalho de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters). A proposta é assegurar critérios relacionados à qualidade, procedência e boas práticas de fabricação.
