Uso de IA pode ajudar na disseminação de informações falsas pela facilidade de produção e viralização desse tipo de conteúdo.
Reprodução/TV Globo
O avanço da inteligência artificial colocou uma antiga questão filosófica no centro do debate tecnológico: afinal, modelos como o ChatGPT e o Claude são apenas ferramentas sofisticadas ou podem ter algum tipo de consciência?
Segundo reportagem da revista "The Economist", a discussão deixou de ser apenas teórica e chegou às empresas de IA, que passaram a contratar filósofos e até a estudar o possível bem-estar de seus próprios sistemas.
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A discussão vai além da tecnologia. Para muitos filósofos, se um ser é capaz de ter experiências como sofrimento, isso cria obrigações éticas em relação a ele.
Por isso, determinar se uma IA pode ou não ser consciente teria consequências práticas sobre a forma como esses sistemas são desenvolvidos e tratados.
Por que as empresas de IA estão contratando filósofos
Os grandes modelos de linguagem são desenvolvidos para responder aos usuários, e não para demonstrar uma personalidade própria. Ainda assim, muitas pessoas relatam a sensação de estar interagindo com uma “presença” do outro lado da tela.
Segundo a Economist, esse fenômeno levou empresas de tecnologia a tratar a consciência das máquinas como uma questão concreta.
A Anthropic, por exemplo, criou iniciativas voltadas ao possível bem-estar da IA.
E se a IA for consciente? A pergunta que começa a preocupar as gigantes da tecnologia
