A depressão na terceira idade nem sempre se manifesta pela tristeza e, muitas vezes, vem acompanhada de sintomas pouco óbvios, como apatia, dores físicas persistentes ou até falhas de memória. O surgimento dessa condição, no entanto, não é raro. Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam que cerca de 15% das pessoas com 70 anos ou mais convivem com algum transtorno mental.
Nessa faixa etária, a depressão e a ansiedade estão entre os problemas mais comuns, mas que permanecem, frequentemente, sem diagnóstico e tratamento.
Luis Alberto Saporetti, geriatra do Hospital Sírio-Libanês, explica que, apesar de os sintomas serem muitas vezes associados à “tristeza de envelhecer”, tristeza e depressão não são sinônimos.
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Ele afirma que envelhecer envolve mudanças e adaptações a perdas, mas a depressão modifica a maneira como a pessoa vive.
Tristeza é uma emoção. Quando os sentimentos permanecem por muito tempo, é preciso prestar atenção. Na depressão, há perda de prazer, desânimo, sensação de culpa ou inutilidade e prejuízo na vida cotidiana.
Luis Alberto Saporetti, geriatra do Hospital Sírio-Libanês
A dificuldade em reconhecer o transtorno na velhice envolve os sinais apresentados, que podem ser confundidos com outras doenças ou passarem despercebidos.
