A autorização do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) para a Petrobras perfurar mais três poços exploratórios na Margem Equatorial abre uma nova etapa na avaliação do potencial petrolífero da região.
A medida ocorre após a descoberta de petróleo no poço Morpho, no litoral do Amapá, e permitirá avançar na delimitação da área e na análise de sua viabilidade comercial.
Essas explorações acontecem em meio a um momento de busca global por novas reservas de petróleo, diante de conflitos em regiões produtoras e da transição energética.
“O mundo inteiro está procurando novas reservas porque temos um conflito no Oriente Médio. A transição energética não vai implicar a substituição do petróleo, mas, sim, a adição de outras fontes de energia renováveis. O petróleo continua sendo necessário, e o Brasil precisa de petróleo”, avaliou ao CNN Money o presidente da Abespetro (Associação Brasileira das Empresas de Bens e Serviços de Petróleo), Telmo Ghiorzi.
Um estudo da CNI (Confederação Nacional da Indústria) estima que a exploração da Margem Equatorial possa gerar 495 mil empregos e acrescentar R$ 175 bilhões ao PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.
Além disso, a entidade também projeta um potencial de R$ 3,6 bilhões a R$ 5,4 bilhões em royalties anuais.
