O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL-RJ) mantinha uma relação de proximidade com o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, a quem tratava como “amigo”. A relação aparece em mensagens apreendidas pela Polícia Federal durante a análise do celular de Castro, que nega “favorecimento a terceiros”.
Os diálogos foram citados na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que retirou na 5ª feira (3.set.2026) o sigilo da investigação. O documento, relacionado à operação Sem Refino 2, reúne indícios de que Castro atuou diretamente para beneficiar os interesses do Grupo Refit. Eis a íntegra (PDF - 26 MB).
Reprodução/PF
Mensagens entre Cláudio Castro e Ricardo Magro encontradas pela Polícia Federal no celular do ex-governador
A 1ª fase da operação Sem Refino foi deflagrada em maio de 2026. Na ocasião, Moraes determinou a prisão preventiva de Ricardo Magro e autorizou buscas contra Castro e outros investigados. Magro está foragido e foi incluído na lista de difusão vermelha da Interpol.
O Poder360 procurou a assessoria de Ricardo Magro, de Claudio Castro e da Refit por meio de e-mail e mensagens de texto para perguntar se gostariam de se manifestar a respeito do assunto. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
