O procurador-geral da República, Paulo Gonet, abriu uma investigação sobre possível interferência na Polícia Federal (PF) durante a elaboração de um relatório com mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro e pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, autorização para apurar a participação do ministro André Mendonça no episódio.
A informação foi publicada pelo jornal O Globo nesta sexta-feira, 4. Segundo a reportagem, Gonet determinou que a PF esclareça como produziu o documento, “notadamente quanto a possível ocorrência de ordem ou interferência externa em sua elaboração, que tenha maculado seu conteúdo”.
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Mendonça havia determinado a produção do relatório para identificar interlocutores de Vorcaro em mensagens. Em resposta, a PF apresentou um documento de 218 páginas com comunicações do banqueiro ao ministro Alexandre de Moraes e conversas que mencionam outras autoridades, entre elas Gonet e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Gonet afirmou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) não foi consultada sobre a elaboração do documento. Segundo ele, isso impediu o órgão de “realizar o necessário controle externo da atividade policial, etapa essencial a qualquer investigação”.
Relatório também menciona Gonet
O documento registra contatos relacionados ao procurador-geral.
