Especialistas da área trabalhista defenderam nesta terça-feira (19) a redução da jornada como uma questão de saúde pública. Em audiência da comissão da Câmara dos Deputados que analisa o fim da escala 6×1, participantes defenderam que a carga horária é um fator determinante do adoecimento da classe trabalhadora.
Procurador-geral do Ministério Público do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira destacou que a mudança na jornada vai implicar em melhoria “considerável” na qualidade de vida dos brasileiros e ganhos para a sociedade. Ele também defendeu que a redução deve levar em consideração as especificidades de algumas categorias profissionais.
“No século 21, temos o desafio de reconstruir a cultura do trabalho para que não produza adoecimento em massa. A nossa preocupação principal hoje é com a segurança e saúde do trabalhador e da trabalhadora”, disse.
Atualmente, a Constituição prevê jornada semanal de 44 horas com até oito horas diárias. Na comissão, os deputadas analisam a redução por meio de um Proposta de Emenda à Constituição.
O entendimento atual, que deve constar no parecer do deputado Leo Prates (Republicanos-BA), é por uma redução para 40 horas com dois dias de folga, sem perdas salariais.
Para Denise Rodrigues Pinheiro, representante da Abrat (Associação Brasileira da Advocacia Trabalhista), a jornada 6×1, com seis dias consecutivos de trabalho e um de descanso, tem impacto na saúde física, mental, emocional e social dos trabalhadores.
