Em 1984 o diretor Rob Reiner criou um "mockmentary" (falso documentário) mostrando os bastidores de uma banda de rock imaginária chamada Spinal Tap ("punção lombar"). O filme foi um grande sucesso ao satirizar a mitologia do rock e revelar a pouca inteligência de seus membros.
Spinal Tap 2, lançado este ano (subtítulo: "o Fim Continua") continua divertido, com o brilhante elenco original (Christopher Guest, Michael McKean e Harry Shearer) e o mesmo espírito de mostrar o lado ridículo do rock, seus exageros e a mania de se levar a sério. A principal diferença é que os roqueiros de 1984 agora estão octogenários. Eles mantém os cabelos compridos, mas mal conseguem tocar de pé.
O filme mostra a preparação da banda para um último show. E eles continuam se comportando como adolescentes rebeldes. Não é uma situação absurda, basta lembrar quantos roqueiros dos anos 1960 continuam na ativa. O maior exemplo disso são os Rolling Stones, com Mick Jagger ainda rebolando no palco aos 83 anos.
Alguns veteranos aparecem em Spinal Tap 2. Paul McCartney faz uma jam com a banda, e Elton John se apresenta com eles no show - motivo de profundo arrependimento. Um dos momentos mais divertidos é a busca de um baterista para a banda, já que os 11 bateristas anteriores morreram em diversas situações, transformando o cargo em maldição. Chad Smith (do Red Hot Chili Peppers) é convidado, assim como Lars Ulrich, do Metallica. Os dois declinam, por motivos óbvios.
