A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda calcula como reagir à crise do STF (Supremo Tribunal Federal), sob a avaliação de que os episódios tiram das campanhas a prerrogativa de pautar as eleições.
Petistas no entorno de Lula, no entanto, falam em tentar fazer de um “problema” uma “oportunidade” e buscam marcar uma diferenciação entre os discursos do presidente e de seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A aposta do PT é destacar a imagem “institucional” de Lula, como um mandatário experimentado e capaz de arbitrar em um momento de crise. O pronunciamento do presidente veiculado na noite da quinta-feira (3) é parte dessa estratégia.
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O secretário de Comunicação do PT, Eden Valarades, afirmou em uma publicação no X (antigo Twitter) que Lula é “experiência”, enquanto Flávio, uma aventura. Parte da campanha, o dirigente comparou os candidatos e questionou a capacidade de cada um de conduzir o país ante a crise.
“Lula reconhece que há uma grave crise das instituições, do sistema político e judiciário, e defende reformas profundas com medidas urgentes. Flávio tenta fazer do atual momento um instrumento de campanha, uma bravata para manipular voto”, disse.
Desde o pronunciamento gravado no Palácio do Planalto, Lula passou a abordar o tema.
