O pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ganhou um aditamento apresentado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF). A nova peça amplia as acusações contra o magistrado e sustenta que ele teria cometido desvio de finalidade, quebra de imparcialidade e violação dos deveres.
O documento menciona decisão tomada por Moraes no inquérito das fake news, na qual o ministro teria determinado que a Polícia Federal encaminhasse relatórios de inteligência com referências a integrantes do Supremo.
Moraes: conflito de interesses
Segundo a acusação, a medida estaria relacionada a interesses envolvendo o escritório de advocacia da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
O aditamento também questiona a colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro. A senadora sustenta que o acordo pode ter sido firmado sob pressão, levando em consideração o período de prisão cautelar e possíveis ameaças relacionadas a familiares do militar.
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A petição argumenta ainda que Moraes teria concentrado, nas investigações que relata, as funções de vítima, acusador e julgador. O documento pede acesso aos autos do inquérito 4.781/DF e a convocação de Cid como testemunha.
Até o momento, 46 parlamentares endossaram formalmente o pedido: 33 senadores e 13 deputados federais.
