A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou, nesta 6ª feira (4.set.2026), que o relatório de inteligência da Polícia Federal citado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, corrobora o argumento de que não existe relação entre o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e as fraudes do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Em nota, o advogado Guilherme Sugimora afirma que os fatos citados pela PF indicam ilegitimidades, limites e direcionamento de inquéritos pelo ministro André Mendonça. Segundo o advogado, as investigações contra Lulinha estavam alheias aos fatos apurados na operação Sem Desconto, que indicou um esquema de fraudes nos descontos associativos do INSS.
“Essa contaminação já era objeto de questionamento pela defesa e foi agora corroborada pelos relatórios de inteligência da Polícia Federal publicizados ontem, contendo apontamentos sobre ilegitimidade, limites e direcionamento de inquéritos, registrados pela própria estrutura investigativa”, afirmou o advogado. Leia a íntegra da nota (PDF - 99 kB).
O advogado afirma ainda que “mantém confiança” que o Judiciário não vai deixar de atuar se forem comprovadas “ilegalidades, parcialidades e direcionamento político que, sendo confirmados, exigem o arquivamento definitivo das investigações”.
