O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), não assinou o novo pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para evitar que a defesa alegue nulidade processual. O parlamentar divulgou a justificativa em nota nesta sexta-feira, 4, depois de Oeste revelar a ausência do seu nome entre os signatários.
“No ambiente institucional que o país atravessa, qualquer detalhe pode ser usado como subterfúgio para tentar anular o procedimento", afirmou Marinho, em comunicado oficial.
Marinho explicou que os senadores julgarão a denúncia se o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), admitir o processo de impeachment de Moraes. Dessa forma, a assinatura prévia do documento daria margem para a defesa do ministro do STF alegar parcialidade ou suspeição dos julgadores.
Quem assinou o pedido
O pedido de impeachment foi apresentado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF). O documento foi protocolado na quinta-feira 3 com 46 assinaturas, das quais 33 de senadores e 13 de deputados.
Entre os que assinaram estão Sergio Moro (PL-PR), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Marcos Rogério (PL-RO), Magno Malta (PL-ES) e Carlos Portinho (PL-RJ), líder do PL no Senado. Aparecem ainda dois senadores da base do presidente Lula, ambos do PSB: Flávio Arns (PR) e Chico Rodrigues (RR).
