A Polícia Federal concluiu, a partir de mensagens extraídas de celulares apreendidos, que o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) beneficiou o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, ao criar um “ambiente institucional favorável” à atuação do grupo durante sua gestão.
Os diálogos integram uma representação de 112 páginas, assinada em 2 de agosto de 2026. O sigilo foi retirado na 5ª feira (3.set.2026) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Leia a íntegra (PDF - 26 MB).
Entre as vantagens indevidas mostradas pelo relatório estão o pagamento de R$ 10.500 em caviar, o custeio do aluguel do apartamento de Castro na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e o usufruto de uma mansão em Petrópolis, na região serrana do Estado. Na propriedade, segundo a PF, foi construída uma adega personalizada, encomendada pelo próprio ex-governador, avaliada em R$ 245.000.
O material reunido pelos investigadores aponta que Castro mantinha contato direto com Magro e com Marcos Joaquim Gonçalves Alves, advogado que atuava nos interesses da Refit, para tratar de demandas administrativas da refinaria junto ao governo estadual. Para a PF, esse canal ia além do contato protocolar entre autoridades públicas e agentes econômicos.
A representação já havia sido antecipada pelo Poder360 em maio de 2026. Leia mais detalhes nesta reportagem.
