A Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou, nesta sexta-feira (4), uma resolução que incentiva uma mudança na maneira como o mundo é representado nos mapas.
A proposta recebeu 164 votos favoráveis. Os Estados Unidos foram o único país a votar contra, enquanto seis países se abstiveram. A resolução não determina o abandono imediato dos mapas atualmente utilizados, mas recomenda que governos, organizações internacionais e outras instituições considerem projeções cartográficas capazes de representar de maneira mais precisa as dimensões das massas de terra.
A iniciativa, chamada de “Corrija o mapa”, é liderada por Togo em nome da União Africana. O movimento tem como um dos principais alvos a tradicional projeção de Mercator, criada no século XVI e desenvolvida originalmente para facilitar a navegação marítima.
O modelo continua presente em materiais educacionais, mapas digitais, meios de comunicação e documentos oficiais. O problema é que, embora seja útil para determinados objetivos cartográficos, ele distorce o tamanho relativo das regiões do planeta.
Por que o mapa distorce o tamanho dos continentes?
A projeção de Mercator representa a superfície curva da Terra em uma superfície plana. Para fazer isso, amplia progressivamente as áreas à medida que elas se afastam da linha do Equador;
Como resultado, regiões próximas aos polos aparecem muito maiores do que realmente são.
