A Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) afirmou que seguirá defendendo políticas públicas de incentivo ao uso de fibras naturais e de conscientização sobre os impactos dos microplásticos após a tramitação da Medida Provisória nº 1.357/2026, conhecida como “MP das blusinhas”.
Durante as discussões no Congresso nesta primeira semana de setembro, a entidade apresentou informações técnicas sobre o avanço das fibras sintéticas no mercado brasileiro, os impactos associados aos microplásticos e a importância de ampliar a participação de fibras naturais, como o algodão.
Entre as propostas defendidas pela Abrapa estava a Emenda nº 52, apresentada pelo senador Carlos Fávaro (PSD-MT), que previa a criação de uma contribuição sobre a importação de produtos têxteis acabados que contenham fibras sintéticas.
A medida tinha como objetivos reduzir a poluição provocada por microplásticos e estimular a produção, o consumo e a inovação em fibras naturais. A emenda, porém, não foi incorporada ao texto da medida provisória.
Durante a tramitação, a avaliação foi de que a proposta criaria uma nova contribuição e extrapolaria o objeto principal da MP, além de envolver questões que demandariam uma discussão específica.
Para a Abrapa, a retirada da emenda não encerra o debate. A entidade informou que pretende manter ações de comunicação, conscientização e produção de informações sobre microplásticos e fibras naturais.
