Imersa em uma polêmica em torno de seu gênero durante os Jogos de Paris-2024, a boxeadora taiwanesa Lin Yu-ting cogitou se aposentar após conquistar o ouro olímpico, mas decidiu continuar como forma de dar uma resposta aos seus críticos.
Na capital francesa, tanto ela como a argelina Imane Khelif ganharam as manchetes em meio a uma controvérsia que transcendeu o mundo do esporte, envolvendo figuras como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o magnata Elon Musk e a escritora J.K. Rowling, entre outros.
A discussão vinha se desenrolando desde que ambas foram excluídas do Campeonato Mundial de Boxe de Nova Délhi, em março de 2023.
A Associação Internacional de Boxe (IBA), hoje amplamente desacreditada, declarou na época que Lin e Khelif haviam sido reprovadas em um teste para determinar seu gênero, sem jamais explicar a natureza do procedimento realizado.
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O Comitê Olímpico Internacional (COI) havia autorizado que elas competissem nos Jogos de Paris, considerando-as vítimas de “uma decisão repentina e arbitrária” da IBA, e ambas conquistaram medalhas de ouro.
Lin foi recebida em Taiwan como uma heroína, mas depois passou por momentos difíceis e cogitou se afastar do boxe.
“Eu havia conquistado tudo pelo que trabalhei.
