A crise no Supremo Tribunal Federal envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça se intensificou nesta semana depois que documentos e mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, foram tornados públicos. A divulgação expôs a relação entre Vorcaro e Moraes e, na sequência, desencadeou uma disputa entre os 2 ministros sobre a condução das investigações.
O episódio ganhou dimensão pública em 1º de setembro, quando Mendonça determinou a retirada do sigilo de documentos produzidos pela PF a partir da análise do celular de Vorcaro. O material reunia mensagens, registros de contatos e documentos que apontavam para uma relação próxima entre o banqueiro e Moraes.
A decisão de Mendonça provocou uma reação de Moraes. Em 3 de setembro, o ministro pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que Mendonça fosse investigado no inquérito das fake news, sob a alegação de que havia indícios de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na atuação do colega.
Fachin interveio no dia seguinte. Retirou o pedido contra Mendonça do inquérito das fake news e determinou que a questão fosse analisada em outro procedimento. Horas depois, afirmou que os acontecimentos recentes reforçavam a urgência de encerrar o próprio inquérito das fake news, aberto em 2019 e relatado por Moraes.
