O relatório de inteligência da Polícia Federal (PF) utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para pedir a investigação do ministro André Mendonça apresenta lacunas técnicas.
O documento não informa quando os analistas o produziram. Também não identifica, por meio dos códigos utilizados pela área de inteligência, os responsáveis pela elaboração do material.
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Outra ausência envolve a coleta das informações. Embora o relatório reúna referências a decisões, reuniões e dados policiais relacionados à atuação de Mendonça, o documento não detalha suficientemente como os analistas obtiveram e organizaram esse material.
Moraes usou o relatório para pedir, na quinta-feira, 3, a investigação de Mendonça no inquérito das fake news. O ministro afirmou que Mendonça teria cometido abuso de autoridade ao direcionar investigações contra integrantes do STF.
O presidente da Corte, Edson Fachin, retirou o pedido do inquérito das fake news nesta sexta-feira, 4. Fachin determinou uma análise do caso no procedimento referente ao relatório da Polícia Federal sobre a relação entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Documento não foi produzido como prova
Além das lacunas, o relatório tem natureza diferente de um documento produzido durante uma investigação criminal.
