A floresta e sua biodiversidade estão ligadas a diferentes formas de produção na Amazônia. Agricultura familiar, extrativismo e sistemas agroflorestais são algumas delas, cada uma com características próprias e necessidades específicas de investimento. Uma família que pretende implantar um sistema agroflorestal, por exemplo, precisa de recursos diferentes dos de uma cooperativa que beneficia produtos da floresta.
Essa diversidade ajuda a entender por que o financiamento destinado à agricultura familiar se divide em linhas com finalidades distintas. Entre 2025 e 2026, as operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) nas modalidades Floresta e Bioeconomia realizadas pelo Banco da Amazônia somaram R$ 291,8 milhões. Foram 3.035 contratos para 3.022 clientes de 156 municípios da região Norte.
Para Samara Farias, gerente executiva de Sustentabilidade do Banco da Amazônia, a existência das linhas não elimina as dificuldades de acesso. “Facilitar a chegada do crédito aos agricultores familiares envolve muitos desafios”, afirma. Segundo ela, parte dos mecanismos de financiamento ainda segue modelos tradicionais, o que exige instrumentos mais adequados à realidade da agricultura familiar.
Crédito para diferentes finalidades
O PRONAF é um programa de financiamento destinado à agricultura familiar e reúne linhas voltadas a diferentes despesas e investimentos.
