Um levantamento inédito do Centro Brasil no Clima (CBC) aponta que apenas quatro dos 27 entes federativos brasileiros, Goiás, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Minas Gerais, possuem Planos de Manejo Integrado do Fogo (PMIF) formalmente aprovados. De acordo com o Centro, o diagnóstico identifica uma lacuna na implementação da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), criada pela Lei nº 14.944/2024, em um ano marcado pelo aumento do risco de incêndios associado ao El Niño.
Segundo o levantamento, a maior parte dos estados ainda utiliza instrumentos voltados principalmente à prevenção e ao combate de incêndios durante o período de seca. Para o CBC, essa abordagem não equivale ao Manejo Integrado do Fogo, que prevê uma estratégia preventiva e contínua para administrar o fogo de acordo com as características de cada território e ecossistema.
O cenário ganha importância diante das condições climáticas previstas para 2026. O chamado Super El Niño apresenta probabilidades superiores a 90% de permanência até o início de 2027, ocasionando uma série de riscos apontados pelo Painel El Niño formado por órgãos como Inmet, Inpe, Ana, Cemaden, SGB e Sedec.
O levantamento do Centro Brasil no Clima aponta ainda uma projeção de aumento de até 36% na incidência de fogo na Amazônia oriental e meridional.
O levantamento chama atenção para uma diferença fundamental entre os Planos de Manejo Integrado do Fogo e os tradicionais planos de prevenção e combate a incêndios florestais.
