A Taesa já trabalha com a perspectiva de uma redução de receita nos próximos anos, com o vencimento de parte de suas concessões de transmissão, e busca novos negócios para compensar a queda da Receita Anual Permitida (RAP) prevista com o fim dos contratos.
Em coletiva de imprensa, o CEO da companhia, Rinaldo Pecchio, disse que a perda da RAP (Receita Anual Permitida) ocorrerá independentemente de o governo optar pela renovação dos contratos ou pela relicitação dos ativos.
Hoje, o setor debate qual é a melhor opção para os consumidores. A Taesa defende que já conhece os ativos e têm condições de melhor administrar. Outra frente no setor elétrico defende que os ativos devem ser relicitados e uma nova disputa deve favorecer os consumidores por conta dos deságios.
A principal razão é o fim da parcela da RAP destinada à remuneração dos investimentos realizados nas concessões. Com isso, a companhia reconhece que não será possível preservar o atual patamar de receitas apenas com os ativos existentes.
“Não existe a possibilidade da gente falar que continua num nível que a gente tem hoje”, afirmou Pecchio em conversa com jornalistas.
Pecchio diz que a empresa vem se preparando para esse movimento com antecedência. Segundo o executivo, o crescimento da receita observado nos últimos anos faz parte da estratégia de criar novas fontes de geração de caixa antes que o efeito do vencimento das concessões se torne mais relevante.
