Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha buscam a aprovação de uma resolução pelo conselho da agência de fiscalização nuclear da ONU na próxima semana, encaminhando o caso do Irã ao Conselho de Segurança da ONU pela primeira vez em 20 anos, segundo diplomatas e o texto da proposta visto pela Reuters.
Se aprovada, a resolução daria seguimento a uma medida adotada em 12 de junho do ano passado, que declarou o Irã em violação de suas obrigações de não proliferação por não cooperar plenamente com uma investigação sobre vestígios de urânio encontrados em locais não declarados.
Israel começou a bombardear as instalações nucleares do Irã no dia seguinte, sendo logo acompanhado pelos EUA. As usinas de enriquecimento de urânio do Irã foram destruídas ou gravemente danificadas.
Desde então, o Irã não permitiu que inspetores da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) retornassem aos locais bombardeados ou verificassem o que restou de seus estoques de urânio enriquecido, parte do qual chegou a um grau de pureza de até 60%, um nível muito próximo do grau militar (necessário para armas).
