BRASÍLIA - A crise institucional que envolve setores da Polícia Federal, a Advocacia-Geral da União e o Supremo Tribunal Federal ganhou um novo capítulo com o acirramento das divergências em torno da atuação do governo no caso que envolve investigações conduzidas pela corporação.
Integrantes da AGU avaliam que parte da movimentação da Polícia Federal tem como efeito político desgastar a imagem do advogado-geral da União, Jorge Messias, em um momento de forte tensão dentro do STF. A leitura feita por aliados de Messias é de que a pressão pública sobre a atuação da AGU busca enfraquecer sua posição institucional e ampliar o desgaste em torno de seu nome.
Divergências em investigações do Banco Master
O conflito se intensificou após divergências sobre a condução de investigações envolvendo o Banco Master e decisões judiciais relacionadas ao caso. A Polícia Federal passou a cobrar uma atuação mais firme da AGU diante de medidas adotadas no Supremo, enquanto integrantes do órgão comandado por Messias sustentam que uma intervenção precipitada poderia comprometer a independência das investigações e gerar riscos jurídicos.
Na avaliação de pessoas próximas ao advogado-geral, a estratégia da PF teria produzido uma narrativa de que a AGU estaria sendo omissa, quando, na visão do órgão, a postura adotada busca preservar os limites constitucionais entre as instituições e evitar interferências indevidas em processos sob análise judicial.
