O último relatório publicado pela Fifa aponta um momento inédito no mercado global de transferências do futebol feminino. Neste ano, o investimento na modalidade ultrapassou a casa dos 28,6 milhões de dólares (aproximadamente R$ 145,6 milhões), o dobro do registrado no ano de 2025. Brasil firmou-se como um exportador de atletas.
Assim como no masculino, a Inglaterra lidera os valores do mercado e chegou a gastos de US$ 8 milhões. Na sequência, os espanhóis marcaram US$ 6,6 milhões injetados na modalidade, seguida por Alemanha (US$ 4,9 milhões), Estados Unidos (US$ 2,9 milhões) e Itália (US$ 2,1 milhões).
Apesar de estar longe do topo - na 35ª posição do ranking de investimentos - gastando apenas R$ 203 mil em 11 contratações, o Brasil apresentou destaque no faturamento. Os clubes brasileiros tiveram 20 vendas de atletas, arrecadando cerca de 748 mil dólares (R$ 3,8 milhões). Esse número representa um crescimento de 5,3% nas vendas em relação aos anos anteriores.
Com destaque internacional, a transferência da atacante Kerolin foi bastante expressiva para o país. A jogadora assinou com o Barcelona por quatro temporadas - com vínculo até o final de 2030 - após atuar pelo Manchester City nas duas últimas edições da liga inglesa. Os valores foram estimados em cerca de 1,5 milhão de euros (R$ 8,6 milhões).
A transação tornou-se além da maior venda do clube inglês no feminino, a compra mais cara do Barcelona na modalidade e a maior transferência de uma brasileira na história.
